Aparecer nas respostas do ChatGPT: o que a sua marca precisa publicar

Aparecer nas respostas do ChatGPT depende de uma coisa que ninguém vende em pacote fechado: ter conteúdo publicado que o modelo consiga ler, entender e repetir sem risco de errar.

A resposta curta, para quem abriu este texto com a aba do chat aberta ao lado: o modelo cita quem publica definição própria, dado com nome e número, ficha técnica completa e resposta escrita em forma de pergunta.

Nada disso é truque de otimização. É inventário de conteúdo. A marca que tem esses quatro ativos no ar entra na resposta, e a que só tem foto bonita e banner de campanha fica fora.

O movimento já tem tamanho medido. As buscas de compra feitas dentro de plataformas de IA generativa cresceram +4.700% de 2024 para 2025.

O número está no State of Immersive & Agentic Commerce 2026, estudo da metaKosmos sobre comércio imersivo e agêntico.

No mesmo levantamento, quem chega de uma fonte de IA generativa converte 31% mais, fica 32% mais tempo no site e abandona 27% menos. Volume menor, intenção muito maior.

+4.700% em buscas de compra dentro de plataformas de IA generativa (2024 para 2025), e 31% mais conversões entre quem chega por elas. Fonte: State of Immersive & Agentic Commerce 2026, da metaKosmos.

O que significa aparecer nas respostas do ChatGPT?

Aparecer nas respostas do ChatGPT significa que o modelo escolheu a sua marca como fonte ao redigir a resposta de alguém, citando o seu conteúdo, o seu dado ou o seu produto pelo nome.

Como a resposta é montada por trás

Quando alguém pergunta qual tênis de corrida comprar, o modelo faz duas coisas. Recupera o que já sabe do treino e, cada vez mais, busca páginas na hora para checar informação recente.

Dessa recuperação sai um punhado de trechos. O modelo lê cada um, descarta o que está vago ou contraditório e escreve uma resposta única com o que sobrou. Quem produziu o trecho que sobrou aparece.

A diferença entre estar indexado e ser citado

Estar indexado é ter a página no banco de dados do buscador. Ser citado é ter uma frase tão clara que o modelo se sente seguro repetindo ela com o seu nome ao lado.

Milhares de marcas estão indexadas e nunca são citadas. O conteúdo existe, mas não contém afirmação verificável nenhuma. Página de 600 palavras que não dá um número, não define um termo e não responde a uma pergunta direta.

Por que isso virou pauta de diretoria em 2026

Porque o clique mudou de lugar. A pessoa que antes abria cinco abas de comparação agora recebe uma recomendação pronta, com três marcas citadas, e abre só as três.

Se a sua marca não está nas três, você nem entrou na disputa. E você não vai ver isso no relatório de mídia paga, porque a perda acontece antes do anúncio.

É a mesma mudança de infraestrutura que mapeamos no guia do futuro do varejo digital, agora visível no relatório de aquisição.

Celular com modo de IA em buscador conectando apps de música, design e compras para montar o carrinho

Por que a sua marca pode estar bem no Google e invisível no chat

Google e modelo de linguagem avaliam coisas diferentes. O buscador rankeia páginas e entrega uma lista. O modelo escolhe trechos e entrega uma única frase assinada por alguém.

O Google premia a página, o modelo premia o trecho

Uma página pode rankear em primeiro lugar por autoridade de domínio, backlink antigo e histórico de cliques, mesmo com texto genérico. O modelo não tem esse carinho com domínio velho.

Ele procura a sentença que responde. Se a sua página de primeiro lugar não tem essa sentença, o modelo pega a sentença do seu concorrente que está em sétimo e cita ele.

Quem não tem texto não tem vez

Aqui vai a parte que incomoda o time de design. Carrossel de imagem, vídeo de campanha e página toda construída em componente visual não entregam frase para o modelo recuperar.

O modelo lê texto e dado estruturado. Uma página que mostra o caimento num vídeo lindo, sem escrever que a modelo tem 1,75m e veste tamanho M, fica muda.

Pergunte a ela se o vestido serve em quem tem 1,60m. A resposta está no vídeo, e o vídeo não é lido.

O caso da página bonita e muda

Lara abre o relatório de orgânico na segunda-feira. Posição média estável, impressões crescendo, cliques caindo há cinco meses seguidos.

Ela testa no chat a pergunta que mais traz tráfego para a categoria. O modelo responde com três concorrentes citados pelo nome e um blog de review que ela nunca tinha visto. A marca dela não está lá.

Spoiler: o problema não estava no SEO dela. Estava no fato de o site ter muita imagem e quase nenhuma afirmação citável.


O que a sua marca precisa publicar: os sete ativos

Esta é a lista prática. Sete tipos de conteúdo que dão ao modelo algo para citar sobre você. Cada um resolve um tipo diferente de pergunta que o consumidor faz no chat.

1. A definição do seu nicho, escrita por você

Modelos de linguagem constroem glossário. Quem define o termo com clareza vira a fonte do termo, e isso vale para categoria de produto, método proprietário e jargão de segmento.

A definição precisa caber em duas frases, começar pelo termo e não depender do resto da página. O formato que funciona descreve categoria, função, público e o detalhe que diferencia.

2. Ficha técnica completa, em texto

Material, medida, peso, voltagem, composição, origem, garantia, dimensão da caixa. Tudo escrito, e não só desenhado no infográfico da foto.

É o ativo mais ignorado e o que mais aparece em resposta de compra, porque a pergunta de compra quase sempre é uma pergunta de especificação disfarçada (cabe no meu banheiro?, lava na máquina?).

3. Dado proprietário com nome, número e recorte

O tipo de conteúdo mais citado por modelo é o número que só você tem. Pesquisa com a sua base, resultado medido de um cliente, benchmark do seu setor.

Dado sem fonte e sem recorte não sobrevive à checagem do modelo. "Aumentamos a conversão" não vira citação, enquanto "conversão 94% maior na linha de móveis, medida em 2026" vira.

4. FAQ com a pergunta que a pessoa realmente digita

Pergunta no título, resposta autossuficiente de 60 a 90 palavras logo abaixo, primeira frase respondendo direto. Essa estrutura é literalmente o formato que o modelo quer extrair.

O erro comum é escrever FAQ institucional, do tipo por que escolher nossa marca. O que entra em resposta é FAQ de dúvida real, aquela que o SAC recebe 40 vezes por semana.

5. Case com problema, solução e resultado

Narrativa completa com número no fim é o formato que o modelo usa para responder se a solução funciona mesmo. Sem resultado medido, o case é propaganda e o modelo trata como propaganda.

Aqui na metaKosmos os mKases seguem essa estrutura por decisão editorial: problema do cliente, o que foi implantado, e resultado em percentual ou volume absoluto.

6. Conteúdo que compara sem mentir

Boa parte das perguntas de compra é comparativa: este ou aquele, vale o preço a mais, qual a diferença real. Marca que publica comparação honesta entra nessas respostas.

Comparação que só elogia o próprio produto é descartada. O modelo cruza com outras fontes e, achando contradição, prefere a fonte neutra. Diga onde você não é a melhor opção.

7. Catálogo legível por máquina

A camada técnica fecha a conta: dado estruturado na página de produto, estoque e preço atualizados, e um arquivo que descreve o catálogo para agentes. É o assunto do nosso guia sobre llms.txt dinâmico de catálogo.

Sem essa camada, o modelo pode citar a sua marca e recomendar um produto que saiu de linha. Citação com informação velha às vezes custa mais caro que nenhuma citação.

Analista diante de dois monitores com dashboard de performance de artigos e plano de otimização

O tamanho do movimento, em número

Quem precisa defender a prioridade numa reunião de budget tem quatro números para levar. Todos saíram do State of Immersive & Agentic Commerce 2026, da metaKosmos.

O que o estudo mediu

  • +4.700% de crescimento nas buscas de compra feitas dentro de plataformas de IA generativa, de 2024 para 2025.
  • +752% de crescimento no tráfego de referência de compras vindo dessas plataformas em 2025, segundo a Stackline.
  • 16% do tráfego de referência da Zara e cerca de 20% do Walmart já vêm do ChatGPT, conforme SimilarWeb e Digiday.
  • 1 em cada 6 compras da Black Friday de 2025 foi assistida por IA.

O tráfego que chega mais quente

O dado que muda a conversa de mídia é o comportamento de quem chega por IA: 31% mais conversões, visitas 32% mais longas, 10% mais páginas por visita e abandono 27% menor.

Faz sentido quando você olha o caminho. A pessoa já fez a triagem conversando com o modelo e chega no site com a dúvida grande resolvida. Ela quer confirmar e comprar.

Quem chega por IA generativa converte 31% mais e fica 32% mais tempo no site. Tráfego de intenção alta, em volume ainda pequeno, crescendo em três dígitos por ano.
Comparativo de agentic commerce: recompra assistida por IA com +40% de valor do pedido versus cliente indecisa na gôndola

Como o modelo decide quem citar

Quatro fatores pesam na escolha da fonte, e só um deles depende do seu site. Vale olhar cada um antes de reescrever qualquer página.

Menção fora do seu domínio

O modelo confia mais na marca que aparece em lugares que ela não controla: imprensa setorial, listas de fornecedores, fórum, review independente, trabalho acadêmico.

Isso significa que assessoria e conteúdo em terceiros voltaram a importar, por um motivo técnico novo. Cada menção externa funciona como voto de consenso para o modelo.

Consenso entre fontes

Quando três fontes dizem a mesma coisa sobre você e uma diz diferente, o modelo segue as três. A consequência prática incomoda: informação desencontrada entre site, marketplace e catálogo de parceiro derruba a sua citação.

Frescor da informação

Conteúdo com data visível e atualização recente ganha de conteúdo sem data. Para preço, estoque e linha de produto, o modelo prefere a fonte que parece viva.

Estrutura do texto

Parágrafo curto, heading descritivo, lista, tabela simples e pergunta explícita facilitam a extração. Bloco de 300 palavras sem respiro é descartado mesmo quando o conteúdo é bom.

Aprofundamos esse ponto no artigo sobre SEO para IA generativa, e o método completo está no guia de otimização para ChatGPT.


O que a dúvida visual tem a ver com a resposta da IA

Existe uma ponte pouco óbvia entre experiência imersiva e citação por modelo de linguagem. Ela passa pela quantidade de informação que o seu produto tem escrita em algum lugar.

O 3D obriga a descrever o produto de verdade

Para colocar um produto em visualizador 3D com Realidade Aumentada, alguém precisa levantar medida real, material, acabamento, cor exata e variação de peça. Esse levantamento vira texto.

Marca que digitalizou o catálogo acaba com uma base de atributos muito mais rica que a média, e é exatamente essa base que alimenta ficha técnica, dado estruturado e resposta de modelo.

A pergunta do consumidor é sempre sobre o produto no mundo

Cabe entre a janela e a TV? Esse tom fica bem em pele morena? A manga é curta no braço comprido? São perguntas de uso, de escala e de corpo, feitas em linguagem falada.

Quem responde isso por escrito aparece no chat, e quem responde isso na tela, com 3D e prova virtual, converte quem chegou. Os dois movimentos se alimentam, e a jornada do consumidor digital mostra onde cada um entra.

Um ativo, vários destinos

O conceito de Your 3D Everywhere da metaKosmos descreve isso: um único ativo 3D alimenta o visualizador da página de produto, a produção de imagem, o vídeo, o filtro AR e a ficha de atributos.

O mK 3D Shop, visualizador 3D com AR da metaKosmos, registra conversão até 94% maior nas marcas que o colocam na página de produto.

mK 3D Shop (visualizador 3D): página de produto Cadeira Gamer Flexform Alpha 2 Pro Red com alternância entre Imagem e 3D em destaque

O que marcas brasileiras já publicaram e colheram

Quatro operações brasileiras que resolveram descrever o produto a sério, cada uma por um motivo diferente de negócio.

Flexform: 20 milhões de visualizações na experiência

A Flexform digitalizou a linha e colocou o visualizador 3D com AR na página de produto, acumulando mais de 20 milhões de visualizações na experiência.

No caminho, a marca passou a ter cada medida, cada tecido e cada acabamento registrados por item. É o tipo de base que responde pergunta de escala sem ninguém precisar escrever um artigo novo.

Toymania: intenção de compra 6,2 vezes maior

A Toymania somou animação, som do brinquedo e vídeo demonstrativo dentro do visualizador 3D, e registrou intenção de compra e adição ao carrinho 6,2 vezes maiores.

Brinquedo é categoria de pergunta: faz barulho, a garra mexe, serve para qual idade. Descrever isso por escrito e mostrar funcionando atende busca tradicional e chat no mesmo movimento.

Bio Extratus: 36 mil transformações em quatro dias

A Bio Extratus levou o provador virtual de coloração da metaKosmos para a Beauty Fair e registrou 36.000 transformações em quatro dias de evento.

Cor de cabelo é o caso extremo da dúvida que texto sozinho não resolve. Mesmo assim, foi a catalogação de tom, base e resultado por tipo de fio que deu linguagem para a marca falar de cor com precisão.

Fuel Eyewear: 26 modelos descritos e provados

A Fuel Eyewear digitalizou 26 modelos de óculos e integrou a prova em AR na página de produto, com o cliente experimentando cada armação pela câmera.

Óculos tem medida de ponte, aro e haste. Publicar essas medidas em texto é o que faz a marca entrar na resposta de quem pergunta sobre rosto largo ou nariz baixo.


Os erros que mantêm a marca fora da resposta

Quatro padrões aparecem em quase toda auditoria de conteúdo que fazemos. Nenhum deles é difícil de corrigir, e todos custam citação todos os dias.

Erro 1: conteúdo que não afirma nada

Texto de 800 palavras sobre a importância de escolher bem, sem um número, uma medida ou uma definição. O modelo lê, não acha nada verificável e segue para a próxima fonte.

Erro 2: dado sem fonte

Percentual solto no meio do parágrafo, sem origem nem recorte, é tratado como ruído. Diga quem mediu, quando mediu e em qual base.

Erro 3: informação contraditória entre canais

Site diz uma composição, marketplace diz outra, catálogo do parceiro diz uma terceira. O modelo encontra as três e desiste de citar você naquele detalhe.

Erro 4: tratar o chat como canal de campanha

Modelo de linguagem não reage a slogan, promessa de superlativo ou adjetivo de marca. A frase sobre ter a melhor experiência do mercado não entra em resposta nenhuma, por mais verba que tenha atrás dela.

O que entra é afirmação chata e precisa. Essa disputa favorece quem tem conteúdo de verdade, e não quem tem o maior orçamento de mídia.

É uma rara boa notícia para quem já viu a taxa de conversão travar com a mídia escalando.

Três celulares lado a lado com assistente de IA, comandos de voz e caixa de entrada priorizada

Como medir se você já aparece nas respostas

Não existe Search Console de modelo de linguagem. A medição é feita por três caminhos complementares, e os três dão para montar ainda este mês.

O teste manual, feito com disciplina

Monte uma lista de 20 a 30 perguntas que a sua categoria recebe, no jeito falado mesmo. Rode essa lista em ChatGPT, Gemini e Perplexity uma vez por mês, sempre no mesmo formato.

Anote três colunas: a marca foi citada, quem mais foi citado, e qual fonte o modelo usou. Em dois meses você tem uma série histórica que mostra movimento.

Tráfego de referência no GA4

Os domínios de IA aparecem como origem de referência no relatório de aquisição. Crie um segmento com chatgpt.com, perplexity.ai, gemini.google.com e copilot.microsoft.com.

Olhe volume, mas olhe principalmente qualidade: taxa de conversão, páginas por sessão e receita por sessão desse segmento, comparado ao orgânico tradicional.

Os três números que valem acompanhar

  • Taxa de citação: em quantas das suas perguntas-teste a marca aparece.
  • Participação de voz: quantas vezes você é citado contra os concorrentes diretos na mesma lista.
  • Conversão do tráfego de IA: se converte acima ou abaixo da média do orgânico.
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O plano de 90 dias para entrar na resposta

Ordem importa mais que volume. Publicar 40 artigos genéricos rende menos que publicar seis peças certas na sequência certa.

Dias 1 a 30: inventário e ficha técnica

Levante o que já existe e o que falta. Escreva a definição do seu nicho, complete a ficha técnica dos 20 produtos que mais vendem e monte a lista de perguntas-teste.

Esse mês não produz conteúdo novo bonito. Produz base.

Dias 31 a 60: FAQ, dado e case

Publique o FAQ com as 15 dúvidas que o SAC mais recebe, um levantamento com dado próprio (mesmo pequeno, tirado da sua própria base) e dois cases com resultado medido.

Rode a primeira medição manual no fim do segundo mês, para ter um ponto de partida antes de qualquer melhora aparecer.

Dias 61 a 90: camada técnica e comparativo

Entre com dado estruturado na página de produto, arquivo de catálogo para agentes e dois conteúdos comparativos honestos. Se o catálogo já tem 3D, conecte os atributos à ficha.

No fim dos 90 dias, rode a medição de novo. Movimento em citação costuma aparecer entre o terceiro e o sexto mês, dependendo de quanto a marca já era mencionada por terceiros.

O que fica no backlog permanente

Atualização de preço e estoque, revisão trimestral do FAQ, um dado novo por semestre e manutenção da ficha a cada lançamento. Conteúdo citável é estoque perecível.


A janela que ainda está aberta

A maior parte das marcas brasileiras ainda não escreveu a primeira linha desse inventário. É por isso que a janela existe, e é por isso que ela não fica aberta por muito tempo.

Quem publicar definição, ficha, dado e FAQ neste trimestre entra na resposta antes de a categoria ficar disputada. Quem esperar vai competir com concorrente já citado, consenso já formado e modelo já acostumado a outro nome.

Dá para seguir colocando verba em mídia para compensar. Funciona, até parar de funcionar, do mesmo jeito que parou para quem apostou tudo em anúncio de busca quando o custo por clique dobrou.

O retrato completo do mercado, com benchmarks por vertical, dados de adoção no Brasil e os protocolos que ligam catálogo a agente, está no State of Immersive & Agentic Commerce 2026.

Capa do estudo 'The State of Immersive Commerce 2026', produzido pela mK, com ilustração de produtos saindo de um celular

E se a sua operação tem catálogo grande, a conversa certa é sobre qual linha descrever primeiro, com 3D e prova virtual alimentando a ficha. Para começar, clique no botão abaixo.

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Perguntas frequentes sobre aparecer nas respostas do ChatGPT

O que é aparecer nas respostas do ChatGPT?

Aparecer nas respostas do ChatGPT é ser escolhido pelo modelo como fonte quando ele redige a resposta de um usuário, com a marca, o dado ou o produto citado pelo nome. A seleção acontece em duas camadas: o que o modelo aprendeu no treino e o que ele busca na web no momento da pergunta. Conteúdo claro, datado e verificável tem muito mais chance de ser recuperado e repetido na resposta final.

Como fazer a minha marca aparecer nas respostas do ChatGPT?

Publicando quatro ativos básicos: a definição do seu nicho escrita por você, ficha técnica completa em texto, pelo menos um dado proprietário com fonte e recorte, e um FAQ com as dúvidas reais do cliente. Depois entram case com resultado medido, conteúdo comparativo honesto e a camada técnica de dado estruturado. A ordem importa: base primeiro, volume depois. Marca sem ficha técnica não entra em resposta de compra.

Dá para pagar para aparecer nas respostas do ChatGPT?

Não existe hoje um leilão que compre posição dentro da resposta orgânica do ChatGPT. Já existem formatos patrocinados em teste em interfaces de IA, mas eles aparecem separados da recomendação do modelo. A citação orgânica continua dependendo de conteúdo citável e de menção em fontes que você não controla. Essa é a parte boa para marca média: a disputa premia conteúdo, e não volume de verba de mídia.

Qual a diferença entre SEO e GEO?

SEO otimiza páginas para rankear numa lista de resultados, e GEO (Generative Engine Optimization) otimiza conteúdo para ser citado dentro de uma resposta gerada por IA. O SEO disputa posição na lista, o GEO disputa a frase da resposta. Os dois convivem bem: boa parte do conteúdo feito para GEO também rankeia, porque clareza, estrutura e dado verificável ajudam tanto o buscador quanto o modelo de linguagem.

O que é AEO?

AEO (Answer Engine Optimization) é a otimização de conteúdo para motores de resposta, como os AI Overviews do Google e os assistentes conversacionais. Na prática, significa escrever a pergunta no título e entregar a resposta autossuficiente logo abaixo, em 60 a 90 palavras, com a primeira frase respondendo direto. O FAQ bem construído é o principal ativo de AEO de qualquer site, e também o mais barato de produzir.

Quanto tempo leva para começar a aparecer?

Entre três e seis meses na maioria dos casos, contados da primeira publicação consistente. O prazo depende de quanto a marca já era mencionada por terceiros antes de começar: quem tem imprensa, review e presença em lista de fornecedores acelera. Conteúdo novo precisa ser rastreado, confrontado com outras fontes e virar consenso antes de o modelo repetir com segurança. Medição mensal é o que mostra a curva.

O ChatGPT já traz tráfego de verdade para e-commerce?

Já traz, em escala relevante para marca grande. O State of Immersive & Agentic Commerce 2026 registra que o ChatGPT responde por 16% do tráfego de referência da Zara e cerca de 20% do Walmart, com dados de SimilarWeb e Digiday. O mesmo estudo aponta crescimento de 4.700% nas buscas de compra feitas dentro de plataformas de IA generativa entre 2024 e 2025.

Preciso de llms.txt para aparecer no ChatGPT?

Não é obrigatório, mas ajuda bastante em operação com catálogo grande. O llms.txt descreve para agentes o que existe no seu site e onde encontrar cada informação, reduzindo a chance de o modelo recomendar item fora de linha ou preço velho. Antes dele, resolva o básico: ficha técnica em texto, dado estruturado na página de produto, e preço e estoque atualizados nas fontes que a máquina lê.

Como saber se o ChatGPT já cita a minha marca?

Monte uma lista de 20 a 30 perguntas reais da sua categoria e rode essa lista em ChatGPT, Gemini e Perplexity uma vez por mês, anotando se você foi citado, quem mais foi citado e qual fonte o modelo usou. Em paralelo, crie um segmento no GA4 com os domínios de IA para medir volume e qualidade do tráfego. Duas medições já mostram tendência.

Visualizador 3D e provador virtual ajudam a aparecer no ChatGPT?

Ajudam de forma indireta e forte. Para digitalizar um produto em 3D, a marca precisa levantar medida, material, acabamento e variação de cada item, e esse levantamento vira a ficha técnica que o modelo lê. O mK 3D Shop, visualizador 3D com AR da metaKosmos, registra conversão até 94% maior na página de produto, e deixa a marca com uma base de atributos acima da média do setor.

Vale a pena investir nisso agora ou esperar?

Vale agora, pelo custo de entrada. A maior parte das marcas brasileiras ainda não publicou definição própria, ficha completa ou dado proprietário, então a disputa está vazia na maioria das categorias. Quem entra enquanto o consenso ainda não existe fica citado por mais tempo. Esperar significa competir depois com concorrente já estabelecido na resposta, com custo de recuperação bem mais alto.

Como começar com o time que eu já tenho?

Comece pelo SAC e pelo time de produto, não pela agência. Peça as 15 dúvidas mais repetidas do atendimento e transforme cada uma numa pergunta de FAQ com resposta de 60 a 90 palavras. Em paralelo, mande completar a ficha técnica dos 20 produtos que mais vendem. Essas duas tarefas cabem num mês, não exigem ferramenta nova e cobrem a maior parte das perguntas de compra.

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